|
Reflexão do XVIII Domingo do tempo comum A FOME DO MUNDO A abundância, sinal do tempo messiânico No evangelho de hoje é bem Fácil ver uma imagem e uma revelação da Igreja: nela se realiza a grande abundância dos bens que era a característica dos tempos messiânicos. Tem-se essa comunhão de bens no banquete, que é sinal de comunhão de vida e de participação nos bens de Deus. Assim, em poucos traços, Mateus apresenta a Igreja como comunidade messiânica escatológica. E a apresenta em sua vitalidade e fecundidade: toda realizada na fraternidade dos discípulos em torno de Cristo para servir a muitos. É também muito significativo que o evangelista use, na narrativa da multiplicação dos pães, o mesmo vocabulário do relato da ceia eucarística. O sinal de um pão de vida eterna Jesus saciou a fome dos homens. O Reino de Deus, cuja vinda Jesus proclama, não é deste mundo, mas está em relação direta com ele. Não se pode pensar que ele não se manifeste também como uma resposta efetiva à necessidade fundamental do homem, a necessidade de pão. Mas a multidão seguiu Jesus para ouvir sua mensagem. Ora, a Boa-nova que ele proclama jamais se poderá reduzir a uma saciedade corporal. O essencial é outra coisa, e a multiplicação dos pães não é mais que sinal de um pão de vida que sacia para a eternidade. O pão divino que sacia o homem torna-o capaz de amar mais os seus irmãos; suscita nele um dinamismo humano que o leva a prover de pão os que dele são privados. O milagre da multiplicação dos pães é, para o cristão, um sinal e um apelo. A participação no pão de vida se manifesta traduzindo-se necessariamente na vontade firme de tentar tudo a fim de que os famintos sejam saciados, os que têm sede possam beber, os que estão nus possam vestir se etc. (Mt 25). A participação na ceia eucarística se toma, para o cristão, fonte de um esforço de promoção humana no qual todos e cada um sejam reconhecidos em sua dignidade fundamental de pessoas, no sentido de uma só grande família.
Voltar l Mural l Contato l Cadastro l Por dentro da AJS l Boletim l Reflexão |