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Reflexão
do segundo Domingo da páscoa
Jô 20, 19-31
Jesus
Ressuscitado manifesta-se na assembléia dominical
O
evangelho apresenta a aparição de Jesus ressuscitado num
quadro "litúrgico". Os discípulos estão
reunidos, no domingo à noite (dia da ressurreição)
e novamente oito dias depois. Jesus apresenta-se com os sinais gloriosos
da paixão; transmite-lhes, com seu Espírito, os dons pascais
resumidos na paz, na reconciliação; confirma-lhes a fé
e anuncia a bem-aventurança dos que creram sem tê-lo visto.
Ressuscitou e está entre nós
Como mostra uma série de testemunhos,
a começar pelos Atos (l~ leitura), a comunidade dos que crêem
se reúne em torno de seu Senhor ressuscitado, tornando-se ela mesma
o lugar espiritual, o sacramento da sua presença. Ainda hoje somos
fiéis ao ensinamento dos apóstolos, que ouvimos na liturgia
da palavra através dos escritos e da palavra viva dos ministros;
ainda hoje oramos em nome do Senhor Jesus, partimos juntos o pão
sobre o qual fizemos a eucaristia, comungamos (ou deveríamos comungar)
os bens com os pobres, numa fraternidade autêntica. Ainda hoje,
proclamamos na assembléia que Jesus é "Senhor"
e "Deus", anunciamos seu perdão e sua paz, somos enviados
para dar testemunho da vida nova. A liturgia dominical se torna o lugar
privilegiado de nosso encontro com o Senhor ressuscitado, que reconhecemos
misteriosamente presente nos sinais da assembléia, da palavra,
do sacerdote, do pão e do vinho. É o regime da fé,
contraposto ao da visão.
Um dia para o Senhor
Dois textos do Concílio podem concluir
a mensagem deste domingo: "Assim como Cristo foi enviado pelo Pai,
assim também ele enviou os apóstolos, cheios do Espírito
Santo, não só para pregarem o evangelho a toda criatura,
anunciarem que o Filho de Deus, pela sua morte e ressurreição,
nos libertou do poder de satanás e da morte e nos transferiu para
o reino do Pai, mas ainda para levarem a efeito o que anunciavam: a obra
da salvação através do sacrifício e dos sacramentos,
sobre os quais gira toda a vida litúrgica" (SC 6).
"Devido à tradição
apostólica, que tem sua origem no mesmo dia da ressurreição
de Cristo, a Igreja celebra cada oito dias o mistério pascal. Esse
dia chama-se justamente 'dia do Senhor' ou domingo. Neste dia, pois, os
cristãos devem reunir-se para, ouvindo a palavra de Deus e participando
da eucaristia, lembrarem-se da paixão, ressurreição
e glória do Senhor Jesus e darem graças a Deus que os 'regenerou
para a viva esperança, pela ressurreição de Jesus
Cristo de entre os mortos' (1Pd 1,3) [2ª leitura]. Por isso, o domingo
é um dia de festa primordial que deve ser lembrado e inculcado
à piedade dos fiéis" (SC 106).
Pe.
José Pereira - Colunista
23/03/2008 - Atualizado em 24/03/2008 - 08h15
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