Reflexão do 2º. Domingo da Quaresma
Mt 4,1-11

NOSSA META FINAL É DEUS

     Conheço pessoas que não têm coragem de enfrentar as dificuldades. Quando os desafios aparecem, elas fogem. No momento em que mais necessitamos de sua colaboração, não contamos com elas. Também, por outro lado, conheço algumas pessoas que nos momentos mais difíceis buscam força em Deus, na oração e na comunidade, e enfrentam de cheio os problemas. Estas últimas se parecem muito com Jesus. Jesus estava sentindo que a sua ação incomodava. Mas ele não queria recuar. Queria ir a Jerusalém, ou seja, ir até o fim na sua missão. Jerusalém era sinônimo de sofrimento. Lá é que os profetas eram mortos. Mas Jesus não desanima. Quer chegar às vitórias vencendo as dificuldades. Quer chegar à glória passando pela morte. Muitas vezes agimos como Pedro. Queremos o monte sem o sofrimento. Para chegar à vitória temos que enfrentar os desafios da vida que levam à glória de Jesus.
     Pedro, João, Tiago e os discípulos conviviam com Jesus, que os fascinava. Mas eles, com Jesus, passavam momentos difíceis. Hoje eles percebem que por trás das aparências do homem Jesus encontra-se alguém que é Deus. A transfiguração é a felicidade completa. É aquilo que um dia seremos. O sono dos apóstolos nos lembra as pessoas que não percebem a presença de Deus no mundo.
     Moisés e Elias falam com Jesus no Monte Tabor, de 588 metros de altura. Moisés representa a Lei, que os Judeus tanto apreciavam. Moisés e Elias são a encarnação do Antigo Testamento. São testemunhas ou representantes da Lei e dos profetas. A nuvem é o símbolo da presença divina. As vestes de Jesus que ficam brilhantes simbolizam a ressurreição.
     Nossas lutas só têm sentido a partir da transformação de Jesus. Um dia também estaremos na felicidade perfeita com Deus. Mas primeiro temos que cumprir aqui nossa missão.
     Como Pedro, Tiago e João, precisamos de estímulos para não desanimar. Precisamos de momentos de transfiguração. Esse estímulo nos vem com a vida em Cristo, na comunidade da Igreja. Mas não podemos ficar rezando o tempo todo. A oração deve nos proporcionar força para a ação. É na história que Deus fala a seu povo. É neste mundo que Deus quer que os cristãos atuem. Quantas vezes temos a tentação de ficar só sobre o monte!

 

Pe. José Pereira - Colunista
10/02/2008 - Atualizado em 11/02/2008 - 14h51
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